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domingo, 19 de fevereiro de 2012

A QUASE-FAÇANHA ESTUPENDA DE ZERO HORA



   A primeira reação deste armarinheiro, ainda sob os fortes efeitos da ressaca do primeiro dia do Tríduo Momesco,  foi de puro espanto: ué, RESSUSCITARAM?
  Mas não, tratava-se apenas de mais uma demonstração da baixa qualidade editorial do jornaleco mais convencido do PIGzinho gaúcho que horas depois, alertado por internautas,  correu atrás do mico para corrigir a mancada!

(homenagem de carnaval ao grande Cloaca News)
   


terça-feira, 12 de abril de 2011

FÓRUM DA INUTILIDADE

Charge de Rekern na ZH de hoje: viram como eles são democráticos?

     Tarso Genro que se cuide, pois a principal garota de recados do PIG gaúcho saiu-se com essa, hoje, no seu mural em Zero Hora: “Para um governador que preza a pluralidade, é incompreensível a decisão de Tarso de participar do Fórum da Igualdade e mandar o vice, Beto Grill, representar o governo no Fórum da Liberdade.”
     Bem feito para o Tarso, que teve a ousadia de deixar de prestigiar um evento que tem como palestrantes nada menos do que os filósofos Marcelo Madureira, Marcelo Taz, Lobão e Peninha (ai, que quarteto!), para ir a um ajuntamento chinfrim de pobretões despeitados que se atrevem a querer a “redemocratização” dos meios de comunicação, como se estes já não dessem aulas diárias de democracia para os brasileiros, publicando, com igual espaço e destaque, todas as opiniões...  desde que não contrariem os seus interesses escusos, é claro! Senão, já seria demais.
     Mas a ousadia da esquerda quando chega ao poder não tem limites: o vice-governador do RS, Beto Grill, teve a cara de pau de dizer, no Fórum da Liberdade (deles) a uma platéia atônita, que “Felizmente, o Brasil retomou há oito anos sua trajetória de crescimento, depois de um período de exceção e de administrações equivocadas.” Só tinha mesmo que ser  vaiado ao dizer tais disparates. Onde já se viu!
     Ocorre que o quadro acima descrito seria cômico se não retratasse a forma como pensam e agem aqueles que não se conformam com o fato de que foi o governo chefiado por um operário que promoveu os mais profundos avanços sociais da história brasileira, resgatando a dignidade de milhões de brasileiros que passaram a ter acesso a coisas que jamais pensariam em usufruir – e que tem ampla continuidade no governo Dilma.
     Esta turma que vaia o vice-governador gaúcho quando este defende, no mesmo evento, um “Estado forte e atuante” é a mesma que vive pedindo incentivos fiscais, reclama de pagar impostos e que, quando seus negócios quebram por falcatruas ou incompetência, corre para tentar empurrar o mico para o erário público. É a mesma turma que vota na Yeda, no Rigotto, na Ana Amélia e no Serra.
     Mas a forma grotesca como se comportam serve apenas para trair a sensação de impotência e humilhação que sentem diante das conquistas dos governos de esquerda no Brasil e no RS.
     A eles, só resta sentarem, comportadamente, para assistir o intragável desfile dos imensos egos de Lobão e Peninha, tendo como sobremesa a estupidez pré-histórica do Marcelo Madureira.
     E, de quebra, resmungar porque Tarso, que ganhou a eleição no primeiro turno e tem hoje “apenas” 80% de aprovação dos gaúchos, não foi prestar homenagem a esta plêiade de sábios! De fato, resta incompreensível.

domingo, 5 de setembro de 2010

Segurança de Yeda, que cobrava propinas com carro do Palácio, violou dados sigilosos do PT

por Marco Aurélio Weissheimer.

Imaginem a seguinte situação: um segurança do presidente Lula é preso por cobrar propinas de empresários de máquinas caça-níqueis, usando carros oficiais do governo para fazer essas cobranças. Além disso, com uma senha especial, ele acessou dados sigilosos de adversários políticos do governo por meio de um sistema de consultas integradas do governo. O país estaria virado num inferno, não é mesmo?

Pois tudo isso está acontecendo no Rio Grande do Sul, com uma diferença. Um silêncio estrondoso e vergonhoso por parte da mídia. O promotor Amílcar Macedo confirmou neste sábado que o sargento César Rodrigues de Carvalho, que trabalhava na segurança da governadora Yeda Crusius (PSDB), no Palácio Piratini, acessou inúmeras vezes o Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança para levantar dados sobre diretórios do Partido dos Trabalhadores (endereços, registros de veículos, nome de pessoas). O sargento, segundo o promotor, também acessou dados sigilosos de um ex-ministro de Estado (seria o ex-ministro da Justiça e atual candidato ao governo gaúcho, Tarso Genro) e de um senador da República. Segundo o promotor, o senador e o ministro não são do mesmo partido, o que indica que se trata ou do senador Pedro Simon (PMDB) ou do senador Sérgio Zambiasi (PTB).

O militar em questão, preso na sexta-feira, ao invés de uma punição, recebeu uma recompensa por parte do governo Yeda: ganhou uma FG 10, uma alta função gratificada, que pertencia a um coronel, transferido da Secretaria da Segurança para a Assembléia. O escândalo é ainda maior e pode envolver altos oficiais da Brigada Militar e alto(a)s funcionário(a)s do governo do Estado.

E o que dizem sobre isso as homepages dos dois principais jornais do Estado?

Rigorosamente nada.

O site do jornal Zero Hora exibe como manchete: “Coligação de Serra vai á Justiça por quebra de sigilo fiscal”.

E não traz nenhuma chamada para o caso do segurança de Yeda.

O site do Correio do Povo também não fala do assunto.

Os dois jornais seguem sem informar à população quanto receberam em publicidade do governo Yeda Crusius, em especial do Banrisul.

E se os dois principais jornais do Estado estão se comportando assim, o que esperar da imprensa do resto do país?

Com esse comportamento, a chamada grande imprensa reafirma que abandonou o jornalismo definitivamente. Há profissionais sérios e muito competentes nestes veículos. Se quiserem continuar a sê-lo, poderão ser obrigados a buscar novos caminhos. Aliás, não estarão perdendo nada. Muito pelo contrário.

(matéria tarrafeada do RS Urgente)

domingo, 29 de agosto de 2010

A quebra dos sigilos fiscais: mais uma tentativa que não colou


A alarmada quebra dos sigilos fiscais de figurões do tucanato levou o PIG (*) a imaginar que estava, novamente, diante de um novo caso dos aloprados, que levou a eleição de 2006 para um improvável segundo turno.

A onda de orgasmo golpista já se alastrava, quando veio um balde de águia fria nas pretensões tucanas: a Receita Federal informou que  diversas outras pessoas tiveram seus sigilos violados, como a apresentadora Ana Maria Braga e membros da família Klein, proprietária das Casas Bahia. Posteriormente, veio a informação de que o número de quebras de sigilo fiscal pode subir a 140, levando à conclusão de que se trata de crime comum de venda de informações fiscais e não, como desejavam os serristas, de uma manobra política para constranger adversários (aliás, não se sabe como).

Mas Serra tentou aproveitar a oportunidade, afirmando diversas vezes que o PT era o responsável pela quebra dos sigilos e que Dilma devia uma explicação sobre o caso, como se ela fosse responsável pela conduta dos funcionários da Receita Federal. Fez mais: palestrando para a caserna, no Clube da Aeronáutica, Serra, sentindo-se em casa e espraiando seu neo-udenismo, criticou o que chamou de "loteamento de cargos do PT na administração pública", chegando a dizer que "o PT, sem ironia, tem característica de ocupação militar. É um exército que tem que ser acomodado." Só esqueceu de dizer que as duas servidoras identificadas como responsáveis pelos acessos pertencem dos quadros efetivos da Receita, não sendo "CCs do PT".

Mas para quem pensa que a movimentação do PIG ocorreu somente no centro do País se engana: aqui mesmo na província guasca a jornalista responsável pela coluninha "Brasília", do irrepreensível jornal Zero Hora, sentencia, ganhando mais algum tempo de estabilidade no emprego: "Um partido não pode se sentir tão poderoso, a ponto de invador segredos fiscais para ilustrar dossiês contra os inimigos." Pode?

(*) PIG: Partido da Imprensa Golpista.